Gerente Julio Rondinelli deixa o
departamento de futebol do Criciúma
Com fim da temporada de 2014, gerente de futebol se desliga do clube de forma amigável. Momentaneamente, Raimundo Queiroz responde sozinho pelo setor
(Foto: João Lucas Cardoso)
O departamento de futebol do Criciúma passa a ter apenas uma pessoa no comando, o executivo Raimundo Queiroz. É que o gerente Julio Rondinelli se desligou nesta quarta-feira do clube. Contratado no início do Campeonato Brasileiro, dias depois da goleada por 6 a 0 para o Botafogo, na quarta rodada, o dirigente desembarcou no Heriberto Hülse para compor o setor, carente com a demissão do executivo Carlos Kila.
Rondinelli teve a missão de ser o homem de contato com o elenco, acompanhava praticamente todos os treinamentos. Mas seu compromisso com o Tigre era até o final deste ano. Com o rebaixamento do clube à Série B do Brasileirão, Julio entende que seu trabalho teria que ser encerrado, conforme o acordo quando de sua chegada. Uma reunião no final da manhã desta quarta-feira selou o desligamento do dirigente.
- Vejo como uma saída natural, foi tranquila. Meu compromisso era até o final da competição. Desde que cheguei tentamos tudo que era possível, mas o objetivo não foi alcançado, que era a manutenção na primeira divisão. O Criciúma entende que é um momento de mudança de rota, e que venham outros profissionais e façam no clube o necessário para voltar à Série A - disse Rondinelli ao GloboEsporte.com, em entrevista por telefone.
Contratado pelo Criciúma para ser coordenador de futebol, Rondinelli passou a ser gerente de futebol com a saída de Guto Silva, durante a intertemporada propiciada pela pausa no Brasileirão em virtude da realização da Copa do Mundo. Ao lado do diretor Claudio Gomes, Julio participou das reformulações do elenco ocorridas ao longo do segundo semestre para tentar fazer com que a equipe reagisse e se mantivesse na Primeira Divisão nacional.
Depois de iniciar o ano no Avaí, Rondinelli levou ao Heriberto Hülse seu experiência como dirigente, que inclui bom trânsito no futebol paulista. Ele trabalhou no Criciúma em um período em que o time esteve em campo em 35 jogos - pelo Brasileirão e também Copa Sul-Americana. Julio tratou diretamente do acordo que transferiu o meia Cleber Santana do Avaí ao Tigre. Comprometido com o Criciúma, chegou a abdicar do apartamento que havia alugado a pouco tempo na capital do carvão para que o meia-atacante Roger Gaúcho, na época recém-contratado, pudesse morar com a família.
SAIBA MAIS
Sem saber seu próximo destino, ainda que tenha convicção que vai ser no futebol, Julio Rondinelli leva da capital do carvão a gratidão ao Criciúma e alguns amigos.
- Fiz amizades e meu respeito pelo clube só cresceu. O Criciúma acrescentou na minha carreira, conheci bons profissionais aqui, me relacionei bem com boa parte das pessoas que fazem o clube. Trabalhei com três comandantes, Wagner Lopes, Gilmar Dal Pozzo e Toninho Cecílio. Fiz boas amizades e vou seguir meu caminho - despediu-se.
Até o início da tarde desta quarta-feira, o clube não anunciou se haveria um pronunciamento oficial sobre a saída de Rondinelli. Tampouco comunicou se um outro profissional será contratado para compor o departamento de futebol junto do executivo Raimundo Queiroz, que agora passa a responder sozinho pelo setor.
Outro gerente que foi demitido do clube na manhã desta quarta foi o de marketing. Vitor Marcelo não compõe mais o departamento comercial e de marketing.
Nenhum comentário:
Postar um comentário