terça-feira, 2 de dezembro de 2014

São Paulo volta a negociar com Under Armour para substituir Penalty

DINHEIRO EM JOGO

 VEJA TODOS OS POSTS
por Rodrigo Capelo

Carlos Miguel Aidar, presidente do São Paulo, exibe uniforme da Penalty para Rogério Ceni

Carlos Miguel Aidar, ele próprio responsável por negociar a provável troca de fornecedora de materiais esportivos do São Paulo para a próxima temporada, abriu nova negociação com a Under Armour. Hoje o presidente são-paulino conversa diretamente com executivos de Baltimore, nos Estados Unidos, onde está sediada a matriz da empresa americana, para que a marca substitua a Penalty.

As tratativas com a Under Armour tinham acabado em agosto. A filial brasileira começou a negociar com o São Paulo no primeiro trimestre, logo depois de anunciar sua chegada oficial ao Brasil. Também com o interesse da Puma, Aidar fazia leilão e pedia, a cada rodada de reuniões, luvas e patrocínio mais altos. As conversas se estenderam por meses até que a Under Armour brasileira topou as condições do cartola e fez proposta oficial no início de agosto que expirava no término daquele mês. O clube enrolou e não a respondeu. Os executivos brasileiros, desiludidos, tiraram o time de campo e encerraram negociações.

Depois disso o presidente são-paulino passou a tratar diretamente com a matriz da empresa, em Baltimore, nos Estados Unidos. A operação brasileira não participa mais do processo.

Oficialmente, ninguém se pronuncia. Aidar escreveu ao blog que a cláusula de confidencialidade presente no contrato com a Penalty o impede de falar sobre fornecimento de materiais esportivos. Demais vice-presidentes, diretores e gerentes do clube alternam entre duas respostas: “não podemos nos manifestar devido à cláusula de confidencialidade”, alinhados ao presidente, e “cumpriremos até o fim nosso contrato com a Penalty”, válido até dezembro de 2015. O assunto virou tabu no São Paulo.

O novo leilão de Aidar entre Under Armour e Puma acontece em meio a mais um desgaste da relação com a Penalty. Durante parte de 2014, a fabricante atrasou pagamentos e esteve muito próxima de ter seu contrato rescindido pelo clube. Quando quitou a dívida, a situação melhorou. Depois, ao divulgar comunicado sobre a aposentadoria de Rogério Ceni, voltou a irritar a diretoria são-paulina e, de quebra, incomodou o ídolo, que decidiu renovar contrato e jogar até o fim da Libertadores de 2015.

Nenhum comentário: