quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Kleina e Mancini são rebaixados pela 4ª vez na era dos pontos corridos. Veja a lista

por Cassius Leitão


Os rebaixamentos de Bahia e Botafogo - o do Tricolor baiano confirmado neste domingo - consolidaram mais uma página negativa nas carreiras dos técnicos Gilson Kleina e Vagner Mancini. Foi a quarta queda para a Série B de cada um deles na era dos pontos corridos. A dupla só fica atrás de outros quatro treinadores no quesito nada interessante. Antônio Lopes, Hélio dos Anjos, Lori Sandri e Toninho Cecílio caíram da Primeira Divisão para a Segundona em cinco oportunidades, contando apenas as edições a partir de 2003. 

Botafogo x Atlético-mg, Vagner ManciniA pesquisa cita todos os técnicos que participaram de ao menos um jogo das campanhas dos clubes rebaixados no período. Ao todo, 114 treinadores tiveram o dissabor compartilhado nesses fracassos. Na verdade, Vagner Mancini (foto) não chegou a compartilhar o dissabor em duas ocasiões. Em 2010, pelo Guarani, e neste ano pelo Botafogo, ele foi o treinador dessas equipes da primeira à última rodada. Mancini também fez parte do desempenho ruim obtido por Ceará (2011) e Sport (2012). Ou seja, sofreu o quarto rebaixamento em cinco edições do Brasileiro.

Kleina não terminou o Brasleiro deste ano no Bahia, mas esteve à frente do clube baiano em 19 rodadas, sendo demitido após a derrota por 3 a 0 para o Goiás, na 33ª rodada. O treinador já havia participado de campanhas sem sucesso no Paysandu (2005), Paraná (2007) e Palmeiras (2012). Neste último, herdou um péssimo trabalho deixado por Luiz Felipe Scolari, que foi demitido após 24 rodadas no comando, quando o Verdão estava na 19ª posição. Uma situação quase impossível para Kleina reverter.

Toninho Cecílio ainda não conseguiu se firmar como técnico de ponta no cenário nacional. Neste ano, ao dirigir o Criciúma em quatro rodadas. Com isso, chegou ao seu quinto trabalho envolvido na queda de um clube. Em 2010, por exemplo, treinou dois dos quatro clubes rebaixados: Vitória e Prudente. Quatro anos antes, Toninho participou apenas da estreia do Fortaleza como treinador, mas o rebaixamento do clube cearense, para a história do futebol, também acaba relacionado ao seu nome.

Campeões e rebaixados no mesmo ano

O Campeonato Brasileiro de 2005 tem uma peculiaridade curiosa. Dois técnicos que foram rebaixados naquele ano também fizeram parte da campanha que culiminou no título do Corinthians. Márcio Bittencourt assumiu o Timão na quarta rodada, sucedendo o argentino Daniel Passarella e foi demitido após a 28ª rodada, em dia de vitória por 3 a 1 sobre o Flamengo, e apesar de estar na primeira posição. Pouco mais de um mês depois, assumiu o Brasiliense na lanterna da competição e ainda foi capaz de estrear com um triunfo sobre o São Paulo, no Morumbi. Mesmo assim, o clube candango desceu para a Série B, e amargou a última colocação.

Diretor de futebol do Atlético-PR, Antônio LopesNa contramão desta história está Antônio Lopes (foto). Apesar de ter uma parcela de culpa pequena, o treinador esteve à frente do Coriitiba nos dois primeiros jogos da campanha do clube paranaense, condenado à Segundona ao final da disputa. Cinco meses depois, Lopes foi contratado para ser o treinador do Corinthians, que como consta acima, liderava o Brasileirão. Posição que não perdeu mais, e conquistou assim o seu tetracampeonato brasileiro. Méritos também para Antônio Lopes.

Técnicos de nome não escapam

Além de Antônio Lopes e do já citado Felipão, outros técnicos de nome forte no mercado já participaram (muito ou pouco) de campanhas que terminaram com o lamento por um rebaixamento. Caso de Tite, que comandou o Atlético-MG em 17 das 42 rodadas em 2005. No ano anterior, Oswaldo de Oliveira foi técnico do Vitória durante 14 partidas. No ano passado, Paulo Autuori teve rápida passagem por São Januário e não deixou saudade nos torcedores do Vasco. Foram seis partidas no Brasileirão até aceitar uma proposta do São Paulo, onde também não ficou muito tempo. Nomes como Carpegiani, Cuca, Dorival Júnior, Joel Santana, Ney Franco e Renato Gaúcho também têm alguma ligação com campanhas desastrosas, por vários clubes distintos.

Vanderlei Luxemburgo chegou a fazer parte dos dois primeiros jogos do Palmeiras no em que caiu pela primeira vez, em 2002, antes de ser implementado o sistema de pontos corridos. No ano passado, Luxa (assim como Abel Braga e Dorival) teria parcela de culpa no rebaixamento do Fluminense, pela pontuação com a qual o clube carioca terminou a competição. No entanto, a perda de pontos no tribunal de Portuguesa e Flamengo, que escalaram jogadores de forma irregular, acabou salvando o Tricolor. E o currículo de Luxa. 

Nenhum comentário: