Às avessas: Galo tem missão de
não engolir o próprio veneno na final
Especialista em viradas depois de levar 2 a 0, agora é o Atlético que larga com conforto. Posturas de Corinthians e Flamengo são exemplo do que não fazer
Aconteceu quatro vezes com o Atlético-MG nos dois últimos anos: derrotas de 2 a 0 no primeiro jogo, como visitante, e viradas impressionantes na partida de volta. A capacidade de reação do Galo na Libertadores da América do ano passado e na atual Copa do Brasil ajudou a solidificar a fama de time do impossível dos atleticanos. Mas agora o clube vive a situação às avessas. Depois de fazer 2 a 0 no Cruzeiro no primeiro encontro da final da Copa do Brasil, tem como missão não experimentar o próprio veneno.
A sina alvinegra começou nas semifinais da Libertadores. Contra o Newell’s Old Boys, levou 2 a 0 na Argentina e partiu em busca de uma reviravolta no Independência. Precisava de três gols de vantagem para ir à decisão. Ou devolver o placar da ida e ir para os pênaltis. Foi o que aconteceu: 2 a 0 no tempo normal, triunfo nas penalidades (confira como foi no vídeo abaixo).
A sina alvinegra começou nas semifinais da Libertadores. Contra o Newell’s Old Boys, levou 2 a 0 na Argentina e partiu em busca de uma reviravolta no Independência. Precisava de três gols de vantagem para ir à decisão. Ou devolver o placar da ida e ir para os pênaltis. Foi o que aconteceu: 2 a 0 no tempo normal, triunfo nas penalidades (confira como foi no vídeo abaixo).
O cenário foi igualzinho na final, contra o Olimpia. No Paraguai, derrota de 2 a 0. Na volta, no Mineirão, resultado devolvido. E título nos pênaltis (relembre no vídeo abaixo).
Veio a Copa do Brasil de 2014, e as coincidências se tornaram ainda mais impressionantes. Tanto nas quartas de final, contra o Corinthians, quanto nas semifinais, diante do Flamengo, o Galo levou 2 a 0 no primeiro jogo. Em ambos, também saiu perdendo no duelo de volta. E o mais incrível: em ambos, conseguiu virar para 4 a 1 (reveja a classificação para a decisão da Copa do Brasil no vídeo abaixo).
Agora, vive o contrário. O conforto, desta vez, é atleticano. E a responsabilidade de não esmorecer também. Depois de tanto aplicar seus venenos nos rivais, o Galo precisa evitar que ele volte contra si. Mas tem bons exemplos de como agir. Ou melhor, de como não agir. As posturas defensivas de corintianos e flamenguistas são lembradas pelos atleticanos.
- Tem que chegar lá, marcar e jogar. Corinthians e Flamengo vieram e seguraram. Não queriam jogar. Só deram chutão pra frente. A gente tem que botar a bola no chão e jogar também. Tem que agredir a equipe deles. Se ficar lá atrás, toma dois, três mesmo, e acontece o que aconteceu com Flamengo e Corinthians – diz o volante Leandro Donizete.
Marcos Rocha concorda com o colega. E diz que, se o Atlético ficar fechado, correrá o risco de sofrer um massacre do Cruzeiro.
- Não podemos fugir da nossa característica. Vamos ter que tomar cuidado. Se formos para trás e chamarmos o Cruzeiro, vamos ser massacrados. Temos que fazer que sabemos melhor, que é atacar. Temos que ter respeito e jogar um futebol agressivo, ir para o ataque e aproveitar oportunidades – comenta o lateral-direito.
- Não podemos fugir da nossa característica. Vamos ter que tomar cuidado. Se formos para trás e chamarmos o Cruzeiro, vamos ser massacrados. Temos que fazer que sabemos melhor, que é atacar. Temos que ter respeito e jogar um futebol agressivo, ir para o ataque e aproveitar oportunidades – comenta o lateral-direito.
Victor tem a mesma opinião. Vê um privilégio na vantagem de 2 a 0, mas pede que o time não mude sua forma de atuar por causa dela.
- Esse é um fato que o regulamento contempla, e não podemos abrir mão disso. Não podemos entrar só para defender. Temos que entrar da mesma forma, e sabemos que o jogo será muito difícil para a gente conquistar o nosso objetivo.
Atlético e Cruzeiro decidem o título da Copa do Brasil no dia 26, no Mineirão. O Galo pode até perder por dois gols de diferença, a partir dos 3 a 1, para ser campeão. Se levar 2 a 0, a decisão vai aos pênaltis
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