Moyes e Real Sociedad: ganham os dois
Moyes, respaldado pelo bom trabalho de anos no Everton, chegou ao Manchester United para substituir Alex Ferguson. Tinha a estrutura montada pelo antecessor, mas também a pressão sofrida para manter os bons resultados. Não deu certo. Foi demitido antes do fim da primeira temporada e caiu em descrédito.
Na mesma temporada, a Real foi do céu ao inferno. Começou muito bem, confirmado a boa campanha passada e superando o tradicional Lyon para chegar à fase de grupos da Liga dos Campeões. Tinha a base intacta, mas também a pressão para render no palco principal. Não deu certo. Foi eliminada sem conseguir vencer, mas ficou em sétimo na liga espanhola e conseguiu vaga na Liga Europa.
Mas o inferno do time basco veio mesmo no início da atual temporada. A eliminação nas fases preliminares da Liga Europa pelo modesto Krasnodar, da Rússia. No Campeonato Espanhol, amargou decepções e flertou com a zona de rebaixamento. Era a senha para a demissão de Jagoba Arrasate, aposta da diretoria que começou promissor, mas, no fim, parecia confuso e sem muitas ideias.
Arrasate, no fundo, foi vítima da inabilidade da diretoria. O sucesso da Real em temporadas passadas chamou a atenção de outros times, e assim foram embora Illarramendi, Griezmann e Claudio Bravo. A reposição não foi boa: Canales e Granero fracassaram, assim como Seferovic, já negociado.
Ainda assim, a Real tem um elenco forte o bastante para estar na metade de cima da tabela do Espanhol. Nomes como o zagueiro Iñigo Martínez, o meia Xabi Prieto e o atacante Carlos Vela formam uma boa base, a partir da qual Moyes pode construir um elenco satisfatório.
Apesar do fracasso no United, é bom lembrar que Moyes foi bem no Everton. Pode ser que, num clube com menor pressão, o treinador se sobressaia. E este é exatamente o perfil da atual Real: uma equipe com certa qualidade, em má fase, que, no momento, pede apenas dignidade na campanha.
Nenhum comentário:
Postar um comentário